terça-feira, 30 de agosto de 2016

E depois há isto...

Há cerca de uma semana escrevia sobre o drama que é ver o insistente pedido de "soldo" (aqui, adaptado para "saldo"). Digo drama porque acredito que nem sempre o pedido seja feito por vício e malvadez. Há muitos casos em que será feito por pura necessidade de subsistência.
Bom, mas a propósito destes "recebimentos" adicionais muito haveria a contar, até porque muito se conta também. No entanto, como é sabido, os "pré-conceitos" e "pré-julgamentos" nem sempre são amigos do bom senso. 
Num dos primeiros dias de Luanda fui mandada parar pela polícia (algo perfeitamente normal). Pediram os documentos da viatura, olharam-nos, verificaram-nos, não colocaram quaisquer questões e educadamente mandaram-nos seguir, agradecendo a disponibilidade. Normal, certo? Para mim também: normal.
Este episódio serve para referir que, por vezes, as histórias bizarras que se ouvem não são todas verdadeiras.
Foto retirada da Internet.

quinta-feira, 25 de agosto de 2016

Testes & testes.

Nem precisa de ser hipocondríaco(a): basta começar a estar atento(a) aos compatriotas e ter algumas conversas minimamente descritivas para dar seguimento ao assunto. E o assunto é: teste do paludismo (malária) e outros que tais. Saímos de um canto onde se falava de zika, dengue e chikungunya, para outro onde a esses se acrescentam novos termos - paludismo (malária), febre amarela, febre tifóide, gastroentrite bacteriana e outros que tais. Ora, não é à toa que qualquer sintoma aparentado com gripal pode ser uma das bichezas atrás mencionadas. Ou então ser uma simples gripe, por que não? Habitual e tipicamente para os menos hipocondríacos (diria), antes da clínica vêm  os testes de farmácia. Quase sempre, porém, a recomendação é "vá à clínica". Na farmácia, um teste de paludismo custa cerca de 1500kwz e um de dengue custa cerca de 3000kwz. Se na farmácia o resultado de paludismo é positivo, a sugestão é a de que se faça o teste da gota espessa no laboratório de uma clínica.
Exemplo de registo de testes comuns e realizados em farmácias.
Qual a probabilidade de se tratar de uma das "comissões" de boas-vindas atrás mencionadas: 100% :)

terça-feira, 23 de agosto de 2016

Preciso de "soldo".

"Soldo" = antiga moeda romana de ouro criada por Constantino em 309 e que circulou em todo o Império até ao século V. 
Esta pequena informação serve para contextualizar este post.
Em relação aos países em que vivi até há data, devo confessar que algo de curioso aconteceu por aqui: em pouco mais de um mês em Luanda, já são várias as circunstâncias em que me foi pedido diretamente o "soldo". Aliás, é raro o momento em que isso não aconteça: levar as compras, estacionar o carro, lavar o carro, recolher o lixo, e por aí vai. Ora, aquilo de que realmente eu não estava à espera é que, no âmbito de uma atividade "oficial" me fosse pedido, de forma muito direta e objetiva, um pagamento "não oficial" para que o meu problema fosse resolvido. De referir que esta situação já aconteceu por duas vezes num curto espaço de tempo.
Em resumo: "soldo", "gasosa", "mata-bicho", "saldo" ou "biscate", tudo serve quando a intenção é pedir um contributo para o rendimento extra.


Foto retirada da internet.

quinta-feira, 18 de agosto de 2016

Vamos mata-bichar?

O termo soa estranho, confesso. As gentes de Angola, Guiné-Bissau, São Tomé e Príncipe e Timor-Leste chamam "mata-bicho" à primeira refeição do dia: o primeiro almoço ou, como chamamos em Portugal, "pequeno-almoço".
Há dias lia que muitas famílias têm vindo a substituir hábitos de "mata-bicho" por causa da grave crise que assola Angola: em vez de leite e pão, passam a utilizar chá e arroz cozido. Essencialmente a mudança parece dever-se aos elevados preços que [também] o trigo e o leite têm vindo a atingir, não sendo comportáveis por grande parte de uma população que não tem capacidade financeira para fazer face ao asfixiante custo de vida em Luanda.
Para quem não conhece a história do "mata-bicho", deixo aqui aquilo que encontrei.
Retirado da internet (fonte desconhecida)

segunda-feira, 15 de agosto de 2016

Fim do cacimbo?

Dizem os entendidos que a época de cacimbo termina a 15 de Agosto. A partir desta data é expectável que aumente a temperatura do ar, diminuindo a pressão atmosférica e a nebulosidade geral. Parece que as pessoas poderão deixar de se queixar do frio e começarão a queixar-se do calor acentuado.
Bem, tudo seria "joínha" se não começasse também a aumentar a probabilidade de chuvas "tropicais". Quanto a mim, agradeço a chuva porque ela é necessária, mas peço que reencaminhem a mensagem a São Pedro, já que eu não tenho créditos suficientes: evita mandar a chuva toda de uma vez, ok?
Foto retirada daqui.

sexta-feira, 12 de agosto de 2016

Esperança.

A semana estava a correr de forma meio atribulada e isso fez com que alguns detalhes mais facilmente me escapassem. Sim, "detalhes" tipo... porta-moedas: perdi o porta-moedas sem dar conta. Ainda eu não me tinha apercebido de tal fato, já o telefone tocava, dizendo que o tinham encontrado. Chegaram até mim através de um cartão de fidelização de uma loja (a pessoa teve de ir à loja para obter os dados do titular do cartão) e de uma cábula de contatos urgentes.
Em resumo: o porta-moedas foi-me entregue em mãos, não apenas com os cartões, mas com todo o dinheiro que ali tinha deixado.
Apesar de este blogue não servir para abordar episódios demasiado pessoais, quero apenas reforçar que continuo a acreditar que a Humanidade tem conserto :)
(P.S.: entretanto, outro episódio parecido, nova ação semelhante)

quarta-feira, 10 de agosto de 2016

1 mês.

Naquele domingo de jogo “grande”, a aventura começava. 
Do primeiro mês em Angola apenas digo que foi profícuo em "acontecimentos" :)