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segunda-feira, 29 de junho de 2015

Momentos de exploração.

Crédito da foto: ultradownloads.com.br
Depois de pensar no assunto, entendi que, a par das minhas impressões sobre como é viver na cidade do Rio, deveria dar igualmente uma perspetiva sobre os locais que tenho explorado. Tenho-o feito essencialmente locais não tão turísticos quanto aqueles a que a maioria estará habituada. Trilhas, monumentos, espaços exteriores ou interiores: tudo pode voltar a ser argumento para voltar a soltar meia dúzia de palavras. 
Começarei esta semana, sem horários ou datas definidas, "as usual" :)

segunda-feira, 18 de maio de 2015

O porteiro.

Confesso que não estava habituada: ter alguém que controla cada hora de entrada ou saída em casa é algo que me provoca algum desconforto. No meu caso, o controlo faz-se das 7 até às 22 horas, mas não são raros os locais em que o controlo é feito de modo permanente. Falo dos porteiros, figura sobejamente comum nos prédios do Rio de Janeiro.
Mais câmara, menos câmara, mais portão de ferro maciço, menos portão, mais gradeamento do chão até ao céu, menos gradeamento, mais campaínha com som estridente, menos campaínha, mais pedido de identificação, menos pedido. Enfim, o certo é habituarmo-nos. Não foi diferente comigo.
Panóplia de acessórios de apoio do porteiro cá de casa (crédito da foto: ANFS).

O que é certo é que, ou não vemos de todo, ou é muito raro haver porteiros nos  prédios em Portugal e daí a minha admiração pela sua existência por aqui. 
No caso dos porteiros do meu prédio, não estão armados, mas encontram-se com um uniforme que facilmente os distingue dos restantes moradores. Não sei se em prédios mais recentes os porteiros estarão armados ou não. É bem possível que, nestes casos, a figura do porteiro tenha sido substituída pela do segurança e esse, provavelmente, estará armado.
Aliás, ver seguranças armados é algo perferitamente banal por aqui: a cada ida a uma instituição bancária somos confrontados com autênticos gorilas, armados e com colete à prova de bala.

E vocês, no vosso prédio também têm porteiro?

terça-feira, 12 de maio de 2015

Triciclo às voltas numa cidade caótica.

Enquanto os posts sobre a "Comida di Buteco" estão a ser trabalhados, quero falar-vos de um transporte curioso existente nesta cidade.

Um dos aspectos que muito me surpreendeu ao chegar ao Rio foi a presença de um veículo que não via em Portugal. Com o passar do tempo, fui-me habituando à sua presença pelas ruas da cidade do Rio e hoje até consigo entender o porquê da sua existência: o trânsito nesta cidade é caótico! De acordo com os resultados obtidos recentemente e pelo segundo ano consecutivo, o Rio de Janeiro ocupa o terceiro lugar no conjunto das 146 cidades mais congestionadas do Mundo. Excesso de automóveis? Falta de alternativas de transporte público? Geografia pouco favorável? Falta de infraestruturas rodoviárias? Enfim, muitas poderão ser as causas apontadas para este pouco honroso terceiro lugar.

Triciclo com os garrafões de água vazios (Crédito da foto: ANFS).
Bem, mas voltando ao veículo. Trata-se de um triciclo que permite transportar desde água (garrafões cheios e vazios), comida, electrodomésticos, gelo, etc. Circula um pouco por toda a cidade e permite fazer as entregas, por exemplo, das compras feitas nas várias lojas de bairro. É composto por uma parte semelhante à traseira com pedais de uma bicicleta; na frente existe uma espécie de carroço com duas rodas. Quanto ao condutor, umas vezes vai manobrando o triciclo com as mãos cruzadas, outras de mãos agarradas ao carroço.

E vocês, já viram estes triciclos pelas vossas bandas?