quinta-feira, 15 de outubro de 2015

Crime stoppers.

Antes de chegar ao Rio, a maior proximidade que tive com uma arma foi a distância que me separava de uma tv ou da tela de cinema. Embora por aqui não me depare com armas espalhadas pela rua, o que é certo é que se vê muito e mais vezes armamento "bélico pesado" nas mãos da polícia ou militares com quem me cruzo nas ruas. É igualmente certo que a exposição a cenas de crime é muito mais imediata do que alguma vez foi na minha vida: não faltam artigos na imprensa com corpos baleados e cheios de sangue para o comum dos mortais poder "apreciar". Contudo, pode afirmar-se que não é sequer comparável a dimensão da cidade do Rio com qualquer cidade Portuguesa: os 10 milhões de habitantes que temos em Portugal cabem todos no Estado do Rio! Apesar dos elevados índices de criminalidade da cidade, estou de acordo com a excessiva exposição a imagens chocantes do crime? Não!
Além do referido anteriormente, quando cá cheguei fui igualmente despertada para o "Disque-Denúncia": basicamente, trata-se de um mecanismo criado na década de 90, destinado a receber informações anónimas da população sobre actividades criminosas, baseando-se na experiência internacional do "Crime Stoppers". A quem ajudar a capturar o criminoso A ou B é dada uma recompensa monetária e a garantia de total e absoluto sigilo. Para quem tiver curiosidade sobre o projecto que agora faz 20 anos, sugiro que passem na respectiva página, aqui.

terça-feira, 13 de outubro de 2015

Moda canina.

Há quem diga que em Copacabana se pode encontrar "tudo", incluindo figuras estranhas.
(peço desculpa pela foto não ser de boa qualidade).
É certo também que por aqui se encontram muitas pessoas que gostam de passear os seus cães e, não raramente, também aproveitam para uma mini conferência inter-canina. 
Um aspecto que considero interessante é que as pessoas - mesmo não estando a passear os seus cães - não se coíbem de elogiar e de fazer umas festinhas aos exemplares que vão vendo.
No entanto, quando cá cheguei desconhecia que a moda canina é "levada a sério": mochilas, sapatinhos, lacinhos, vestidinhos, fatinhos são "apenas" detalhes :)

sexta-feira, 9 de outubro de 2015

É tudo uma questão de carne.

Carne ou... frango?

A questão surgiu por acaso e pouco tempo depois de chegar ao Rio. Estávamos a ver um programa de culinária na TV e, de repente, alguém diz que estava indeciso entre fazer um prato de carne ou de frango. Óbvio: "reis" de toda a verdade que éramos, crucificámos mentalmente a criatura que proferiu tal "blasfémia".
Entretanto, o tempo passou até que um belo dia percebemos que os "errados" éramos nós: aqui faz-se a distinção entre carne (porco, vaca e afins) e... frango (na verdade, deveria dizer-se antes "aves", mas a maioria das pessoas refere "frango", por oposição à carne).

Vivendo e aprendendo :)

segunda-feira, 5 de outubro de 2015

Extensão "garantida". Ou talvez não.

Confesso que estava mal habituada (só pode).
No entanto, eu ainda me consigo surpreender com estas "pérolas": numa determinada loja bem conhecida aqui do burgo, a funcionária explicava as opções de extensão de garantia de um pequeno produto eléctrico:
- [Empregada] Por mais 5 reais estende a garantia por 1 ano e por mais 10 estende por dois. Vale a pena estender por um ano porque, em caso de avaria, é dado um novo produto. Não costumo sugerir a extensão por 2 anos porque normalmente o produto não dura até lá.
- [Cliente] ...

E assim se consegue deixar um cliente sem palavras.

quinta-feira, 1 de outubro de 2015

Insólitos religiosos.

Algumas vezes, em conversa sobre Portugal, uma das curiosidades passa por saber se somos católicos fervorosos. A pergunta era-me feita há uns anos, mas mantém-se actual. Não sei se somos muito ou pouco praticantes, ou muito ou pouco fervorosos, mas a verdade é que somos, comparativamente com alguns Brasileiros, mais recatados na nossa expressão de Fé religiosa. Na verdade, o que acontece aqui é que a diversidade religiosa é tão grande que a sua expressão também teria de ser diferente, não é mesmo? 
Ou são conversas na fila de supermercado que abordam linhas da Bíblia, ou são os apelos à frequência das diversas Igrejas existentes, ou são as anotações de "Jesus Cristo é Amor" nos recibos de compra, veículos e afins, ou são os cânticos religiosos como som ambiente nas lojas, etc., etc. Não faltam exemplos! O último: um empregado de restaurante servir os clientes e entoar cânticos religiosos e o Pai Nosso. 

Bem, pelo menos têm sido episódios alegres :)

domingo, 16 de agosto de 2015

Contas são contas!

Em qualquer parte do mundo é necessário ter atenção ao que nos rodeia.
No Brasil, as idas ao supermercado são momentos em que a atenção não pode faltar! Quem utiliza os cartões de fidelização das várias marcas sabe que muitas vezes os preços que estão marcados nas diferentes prateleiras não são os que deveriam ser cobrados aos clientes "fiéis": não raras vezes, os descontos são apenas anunciados nos encartes à entrada da loja e actualizados no final da compra, no caixa. Ora, o problema é que não raras vezes o sistema "esquece-se" de actualizar os preços no final da compra. Outra situação que já me aconteceu foi levar um produto com determinado preço e na altura do pagamento o sistema não actualizar.
Podem imaginar a quantidade de vezes que já me rogaram pragas porque estava a fazer perguntas demais ou a exigir que o supervisor fosse confirmar o preço real do produto? Pois: muitas :)

terça-feira, 11 de agosto de 2015

As cores!

Lembro-me dos primeiros dias no Rio como se fosse hoje: entrava nas lojas ou feiras e era vê-las cheias de cor e padrões diferentes daqueles a que estava habituada. Dizia-me muitas vezes: mas aqui não há produtos de uma só cor? Hoje sei que estas experiências e  vivências se entranham de forma decisiva na nossa pele e nos nossos hábitos diários. Seria estranho se isso não acontecesse, não é mesmo? O engraçado é que estas cores e misturas tropicais passaram a fazer parte da minha vida fora do Brasil. Agora, quando entro em algumas passo por algumas lojas mais "clássicas" em Portugal não deixo de sorrir e de fazer a análise inversa: faltam aqui cores e padrões tropicais :)
Boa semana!
Colares na Feira Hippie (Ipanema)
(crédito da foto ANFS).
Artesanato na Feira Hippie (Ipanema)
(crédito da foto ANFS).
Loja de tecidos, no Centro do Rio
(crédito da foto ANFS).