domingo, 16 de agosto de 2015

Contas são contas!

Em qualquer parte do mundo é necessário ter atenção ao que nos rodeia.
No Brasil, as idas ao supermercado são momentos em que a atenção não pode faltar! Quem utiliza os cartões de fidelização das várias marcas sabe que muitas vezes os preços que estão marcados nas diferentes prateleiras não são os que deveriam ser cobrados aos clientes "fiéis": não raras vezes, os descontos são apenas anunciados nos encartes à entrada da loja e actualizados no final da compra, no caixa. Ora, o problema é que não raras vezes o sistema "esquece-se" de actualizar os preços no final da compra. Outra situação que já me aconteceu foi levar um produto com determinado preço e na altura do pagamento o sistema não actualizar.
Podem imaginar a quantidade de vezes que já me rogaram pragas porque estava a fazer perguntas demais ou a exigir que o supervisor fosse confirmar o preço real do produto? Pois: muitas :)

terça-feira, 11 de agosto de 2015

As cores!

Lembro-me dos primeiros dias no Rio como se fosse hoje: entrava nas lojas ou feiras e era vê-las cheias de cor e padrões diferentes daqueles a que estava habituada. Dizia-me muitas vezes: mas aqui não há produtos de uma só cor? Hoje sei que estas experiências e  vivências se entranham de forma decisiva na nossa pele e nos nossos hábitos diários. Seria estranho se isso não acontecesse, não é mesmo? O engraçado é que estas cores e misturas tropicais passaram a fazer parte da minha vida fora do Brasil. Agora, quando entro em algumas passo por algumas lojas mais "clássicas" em Portugal não deixo de sorrir e de fazer a análise inversa: faltam aqui cores e padrões tropicais :)
Boa semana!
Colares na Feira Hippie (Ipanema)
(crédito da foto ANFS).
Artesanato na Feira Hippie (Ipanema)
(crédito da foto ANFS).
Loja de tecidos, no Centro do Rio
(crédito da foto ANFS).


quarta-feira, 29 de julho de 2015

Por as mãos na jaca!

Há uns dias falávamos de como as incursões pelo desconhecido das ruas nos podem trazer novos cheiros e sabores. Ora, foi numa destas experiências que "conheci" a jaca. Trata-se de um fruto que não existe em Portugal e que, no caso do Rio, é comum vermos mais na altura do Verão (daqui). Não sei se existem ou não mais tipos, mas conheço a jaca "dura" e a mole. Não gosto da mole, mas, para mim, a dura é uma delícia: quer ao nível do sabor, quer do odor que liberta.
Contudo, se se comprar uma jaca inteira (é um verdadeiro "bicho", semelhante a abóboras de médio porte), temos de pensar que será necessário "amanhá-la". Mais simples e bastante comum - se não se quiser ter o trabalho - é comprar já "limpa". Um dia resolvi fazer o teste de a limpar e posso dizer que sobrevivi!
Dado que a fruta é muito pegajosa, há que ter alguns cuidados. Eu optei por usar luvas que tinha em casa e untei-as com azeite, para não grudarem - isto depois de cortar o "rabo" da fruta.
Untar as mãos ou usar luvas - mas untar sempre com azeite ou óleo.
Cortar o "rabo" e depois abrir a jaca com uma faca.
Abrir a jaca ao meio com a ajuda de uma faca, também ela bem untada.
Começar a desgrudar os vários pedaços: os que interessam e os que não.
Os pedaços separados para a bacia verde são os comestíveis. A fruta possui um caroço.
Trabalho concluído!
Há quem utilize a jaca cozinhada em subsituição de frango, por exemplo. Há também a possibilidade de se fazer compota (geleia), mas nunca tentei.

segunda-feira, 27 de julho de 2015

Frutas, legumes e experiências várias.

Quem me conhece sabe o quanto gosto de experimentar espaços e comidas novas.
Lembro-me de ter chegado ao Rio e começar a explorar as ruas de Copacabana. Como também é sabido, tenho um péssimo sentido de orientação geográfica (ou um óptimo sentido de desorientação. É escolher!), o que me leva a sítios engraçados mas que ficam efemeramente na memória, porque não consigo facilmente reter a localização. Num desses dias de "perdição" descobri as "feiras livres", de que já falei anteriormente. Já descobri igualmente outros espaços interessantes e, com o tempo, fui arranjando forma de não lhes perder o rasto.
Jaca, ainda não "amanhada"
(crédito da foto: ANFS).
Ora, cada vez que podia (e posso!), tentava trazer um produto novo para experimentar. Confesso que sou adepta de frutas e que foi nesse âmbito que fiz as primeiras experiências: fruta do conde, seriguela, jabuticaba, fruta de pão, goiaba, jaca, atemoya.
No caso dos legumes, comecei por achar estranho aquele produto que via a ser cozinhado numa panela improvisada feita com cocos verdes: era aipim! Antes de ser frito, tem de ser cozinhado. Em Portugal nós também vemos o aipim à venda, só que este é maioritariamente conhecido por outro nome: mandioca. A primeira vez que comi aipim fiquei imediatamente fã (frito, a acompanhar arroz, feijão e picanha).

Mandioquinha ou batata barôa
(crédito da foto: internet).
A par do aipim, a mandioquinha ou batata baroa, como também é conhecida, é outro dos legumes de que gosto particularmente: trata-se de uma espécie de cenoura, mas de cor branca. Já comi em puré e salgadinhos e em ambos os casos gostei bastante.

Resumindo, ir às compras de frutas e legumes pode ser uma atividade bem interessante, sobretudo para quem, como eu, gosta de fazer experiências: pode sempre trazer-se uma unidade para experimentar e, caso não se goste, não se repete. É possível – e talvez mais fácil – fazer estas experiências nas idas aos supermercados!

Frequentemente Mr. Google dá a resposta às minhas perguntas: como é que isto se come?

quinta-feira, 23 de julho de 2015

CPF e suas utilizações.

O CPF é um número/documento fundamental para quem está no Brasil: dele dependemos para obter um cartão de telefone, registos nos supermercados (para obtenção de descontos), criação de contas bancárias, etc. Diria que é mais utilizado que o próprio RNE (identificação de estrangeiros no Brasil), pois é mais solicitado. Também é verdade que sem o dito RNE não é possível abrir uma conta bancária ou realizar outro tipo de operações mais "exigentes". Adiante.
Comparativamente, em Portugal tem-se o NIF. Aqui, CPF é o um banco de dados gerido pela Secretaria da Receita Federal do Brasil e que armazena informações de contribuintes obrigados à inscrição no CPF ou de cidadãos que se inscreveram voluntariamente.
Frente e verso do CPF
(crédito da foto: site do Ministério da Fazenda)

É muito simples obter um CPF. Recomendo que dêem uma vista de olhos no link que aqui deixo, pois as indicações estão todas lá. Já sabem: se vêm para o Brasil, por muito ou pouco tempo, tratem de fazer o CPF para poderem usufruir de algumas vantagens. Não é necessário andarem com o cartão de CPF sempre convosco (na verdade, não passa de uma fotocópia que depois é recomendável plastificar). O que é imprescindível é que tenham o número presente para quando for necessário.



segunda-feira, 20 de julho de 2015

Andar de transporte público no Rio de Janeiro: o metrô.

Já aqui falei do ônibus, mas também da minha preferência pelo metrô. Apesar de nem tudo ser perfeito, andar de metrô é muito cómodo, embora reconheça que não é um meio de transporte acessível a todos, quer por causa do valor que se paga, quer por causa da dimensão da linhas. Por um lado, a rede de metrô do Rio de Janeiro tem apenas duas linhas em funcionamento: a linha 1, que liga a estação de General Osório (Ipanema) à de Uruguai (Tijuca), a 2 liga a estação de Botafogo (Botafogo) à da Pavuna (Pavuna), a 3 - supõe-se que ligará Nitéroi a São Gonçalo (esta linha ainda não saiu do papel) e a 4 (em construção), que ligará a estação do Jardim Oceânico (Barra da Tijuca) à da Nossa Senhora da Paz (Ipanema). Ao fim-de-semana e feriados, todos os passageiros que desejem viajar para o sentido Pavuna deverão fazer transferência na estação Estácio. Se viajam da Pavuna para a zona sul também terão de fazer a transferência na estação Estácio.
Estação de metrô "Siqueira Campos"
(crédito da foto: ANFS).
No site da "Metrô Rio" há a possibilidade de cada passageiro planear antecipadamente a sua viagem. Contudo, se preferir, pode usar outros recursos como o Google Maps, o qie lhes permitirá avaliar outras opções de transporte complementar.
Para quem tem bicicleta - própria ou das "laranjinhas" do Itaú - ou prancha de surf, saiba que também as pode transportar no metrô, mas há algumas regras que devem conhecer.
O preço de cada bilhete de metrô é de 3,70 brl e cada pessoa pode fazer a recarga do seu cartão pré-pago nos equipamentos disponíveis e que normalmente não ficam muito distantes das bilheteiras. A par das duas linhas de metrô, que ligam a zona sul à zona norte e vice-versa, existem ainda 13 pontos de integração com o ônibus, de modo a que os passageiros possam chegar onde o metrô ainda não é disponibilizado. Existe ainda o metrô na superfície, embora neste caso apenas alguns bairros da zona sul estejam abrangidos.

Espero que tenha ajudado e que possam viajar e visitar o Rio de Janeiro de uma forma cómoda e prática!


quarta-feira, 15 de julho de 2015

Fenómeno...

Seja Verão ou Inverno, a verdade é que as temperaturas no Rio de Janeiro são habitualmente agradáveis. Obviamente que há dias amenos e depois há os dias que podem ser de verdadeiro inferno. Aliás, quem esteve no Rio nos meses de Janeiro e Fevereiro de 2015 sabe bem do que falo: várias vezes a sensação térmica ficou bem perto de 50º!
Bom, mas, independentemente das temperaturas oscilarem muito ou pouco, há detalhes aos quais não estava habituada. Não sabia, por exemplo, que os AC (ar condicionado) estão preparados apenas para o calor. No entanto, o que considero mais absurdo é o fato de em muitos locais (lojas, ônibus, metrô ou em muitos locais de trabalho) o AC estar definido para temperaturas absolutamente gélidas: estão a imaginar um calor dos diabos no exterior e entrarem num dos espaços mencionados e terem de vestir casaco? Ou ainda: passarem à frente de uma superfície comercial de rua e sentirem o "bafo gélido" que bem do interior? Ou ainda estarem no local de trabalho e terem de manterem vestido o casaco porque não se quer baixar o AC? Pois bem: acontece e muito frequentemente!

Por isso: considerem-se prevenidos :)